Para início de conversa, o que é o cérebro? A Biologia nos explica que o cérebro é uma parte do encéfalo que ocupa, na caixa craniana, toda a parte anterior e superior do sistema nervoso central dos vertebrados. Possui mais de dez bilhões de neurônios. Pesa menos de 1,5kg. É o grande responsável por inúmeras atividades que praticamos; até, inconscientemente, a de sonhar.
Pois bem. Deixemos a Anatomia de lado, querido leitor, até porque o esmiuçar desse assunto me poria à beira de um abismo. Seria um martírio onírico; não é conveniente assim proceder.
Decidi falar sobre o cérebro porque o tratamos que nem escravos e não percebemos.
Vejamos. Você, amável leitor, cuida bem do seu cérebro? Será que não reclama com ele quando se esquece das coisas? Será que não o submete, frequentemente, à penosa atividade de raciocínio até altas horas da noite? Você lho oferece um descanso considerável antes de fazer aquela prova da Escola/ Faculdade?
Ora, caro leitor, o nosso cérebro (fazendo, com sua permissão, uma analogia com o Direito do Trabalho) pode até ser nosso empregado, mas não nosso escravo. Se ele fosse reivindicar seus direitos, pleitearia o pagamento dos salários, das férias, do adicional de horas extras, do adicional noturno etc. Sem contar que seríamos punidos (ao menos em tese) por submetê-lo a tratamento desumano e degradante, vedado constitucionalmente.
Confesso que às vezes tenho raiva do meu cérebro. Ele possui uma memória fraca. E por que isso acontece? Porque não lho proporciono o tratamento merecido, ou melhor, porque o nosso contrato de trabalho, pactuado desde sua plena formação, é vicioso, o que acarretou a sua rescisão.
O nosso cérebro cumpre uma jornada exaustiva e está sempre a nossa disposição. Ele é parte integrante e, indiscutivelmente, significante na nossa vida. Por isso, amigo leitor, trate-o com carinho e paciência, afinal, ele é nosso eterno companheiro.
DAYANNA CATÃO |