"Eu sei que o sofrimento tem visitado o teu coração. Não tenhas muito o que dizer e é bom que seja assim. Existem acontecimentos que não combinam com as palavras. Foram feitos para o silêncio. É nesse momento que nós recorremos aos símbolos, às realidades que falam sem precisar dizer. Trouxe flores..." (Pe Fábio de Mello)
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 Cronica de Dayanna Catão/ CÉREBRO: O NOSSO ESCRAVO
  2009-12-10

Para início de conversa, o que é o cérebro? A Biologia nos explica que o cérebro é uma parte do encéfalo que ocupa, na caixa craniana, toda a parte anterior e superior do sistema nervoso central dos vertebrados. Possui mais de dez bilhões de neurônios. Pesa menos de 1,5kg. É o grande responsável por inúmeras atividades que praticamos; até, inconscientemente, a de sonhar.

            Pois bem. Deixemos a Anatomia de lado, querido leitor, até porque o esmiuçar desse assunto me poria à beira de um abismo. Seria um martírio onírico; não é conveniente assim proceder.

            Decidi falar sobre o cérebro porque o tratamos que nem escravos e não percebemos.

            Vejamos. Você, amável leitor, cuida bem do seu cérebro? Será que não reclama com ele quando se esquece das coisas? Será que não o submete, frequentemente, à penosa atividade de raciocínio até altas horas da noite? Você lho oferece um descanso considerável antes de fazer aquela prova da Escola/ Faculdade?

            Ora, caro leitor, o nosso cérebro (fazendo, com sua permissão, uma analogia com o Direito do Trabalho) pode até ser nosso empregado, mas não nosso escravo. Se ele fosse reivindicar seus direitos, pleitearia o pagamento dos salários, das férias, do adicional de horas extras, do adicional noturno etc. Sem contar que seríamos punidos (ao menos em tese) por submetê-lo a tratamento desumano e degradante, vedado constitucionalmente.

            Confesso que às vezes tenho raiva do meu cérebro. Ele possui uma memória fraca. E por que isso acontece? Porque não lho proporciono o tratamento merecido, ou melhor, porque o nosso contrato de trabalho, pactuado desde sua plena formação, é vicioso, o que acarretou a sua rescisão.

            O nosso cérebro cumpre uma jornada exaustiva e está sempre a nossa disposição. Ele é parte integrante e, indiscutivelmente, significante na nossa vida. Por isso, amigo leitor, trate-o com carinho e paciência, afinal, ele é nosso eterno companheiro.

 

DAYANNA CATÃO

 


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